Sinergia com o APL Metalmecânico e Automotivo da Serra
Atual coordenador do GT de Energia, Petróleo e Gás do APL, o empresário Lori Furlan é também vice-presidente da RS Óleo, Gás & Energia
Data da notícia: 19/05/2017 às 17:02

Encontrar formas de realizar o potencial do Rio Grande do Sul nos segmentos de energia solar e fotovoltaica é um dos objetivos do empresário Lori Furlan, atual membro da diretoria executiva da RS Óleo, Gás & Energia. Como CEO da Serrana Sistemas de Energia, de Caxias do Sul, ele foi escolhido recentemente para coordenar o GT de Energia, Petróleo e Gás do APLMMeA, como é conhecido o Arranjo Produtivo Local que reúne empresas dos ramos Metalmecânico e Automotivo na Serra Gaúcha.

O APLMMeA é composto por um grupo de empresas ligadas à CIC - Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, e tem por objetivo desenvolver as empresas do segmento metalmecânico e automotivo da região. A primeira grande participação do GT será nos dias 13 e 14 de junho, durante o Fórum Estadual de Biogás e Biometano, que acontece na Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Para Furlan, assumir o posto que era ocupado pelo empresário Walter Camara, da Micromazza, é uma honra. “Certamente, substitui-lo não é minha intenção, e sim tentar fazer o máximo para dar continuidade nos trabalhos que este grupo já vem realizando”, diz ele. Para falar das perspectivas do GT, Lori Furlan concedeu a seguinte entrevista ao portal da RS Óleo, Gás & Energia:

O que significa ter alguém da RS OGE dentro do GT de Petróleo, Gás & Energia?
Para mim, que sou um dos vice-presidentes da RS Óleo, Gás e Energia (RS OGE), coordenar o GT de Energia, Petróleo e Gás do APL é um privilégio e uma honra. O atual coordenador, Walter Camara, é um excelente profissional desta área, com vasto tempo de trabalho na Petrobras. Certamente, substitui-lo não é minha intenção, e sim tentar fazer o máximo para dar continuidade nos trabalhos que este grupo já vem realizando desde 2016 e 2017. Antes, o meu grupo de trabalho dentro do APL era Mercado. Passar agora para o grupo de Energia é um desafio, mas também uma oportunidade muito grande. E vai dar representatividade tanto para a RS Óleo, Gás & Energia quanto para nossa empresa, que é ligada à energia solar e fotovoltaica – e cuja linha de produtos se encaixam perfeitamente dentro deste grupo de trabalho.

E quais são os primeiros passos?
Nesse primeiro semestre estamos engajados no 1º Fórum Estadual de Biogás e Biometano, que acontece nos dias 13 e 14 de junho na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Então quero me inteirar, dar apoio e condições para que esse fórum seja um sucesso. Num segundo momento, vamos montar o maior grupo possível de empresários ligados a essa questão de energia alternativa. Queremos traçar objetivos estratégicos para beneficiar as pequenas empresas, afinal esse é o grande objetivo do APL – e também o meu, que venho de muito tempo no Sebrae, trabalhando em busca de alternativas de capacitação profissional e produtos para micro e pequenas empresas.

O que esperar do trabalho do APL neste ano?
Primeiramente, tenho que me inteirar melhor do grupo e dos seus participantes. Mas já na primeira reunião que realizamos deu para perceber um alto engajamento. O 1º Fórum Estadual de Biogás e Biometano será interessante. A Sulgás (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul), que é patrocinadora do evento, tem muito interesse em desenvolver fornecedores e empreendedores que possam utilizar a matéria prima do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para gerar energia de biogás. Ela vai definir a quantidade de compra desse projeto e das empresas que irão participar na construção, no desenvolvimento e geração do gás – uma boa oportunidade de prospecção.

Quais são as oportunidades de sinergia com a RS Óleo, Gás & Energia?
Essa sinergia se dá com as oportunidades de negócios que isso vai gerar e com a divulgação que faremos delas aos associados. Além disso, no fórum, a RS Óleo, Gás & Energia já é uma das entidades apoiadoras, e isso é ótimo porque os palestrantes deste fórum são de nível nacional e internacional. Vai fornecer uma dimensão para a RS OGE de entidade engajada. Os participantes, que a principio serão 300, reconhecerão na RS OGE uma entidade em franco desenvolvimento e engajada com oportunidades para seus associados.

Que contribuições o GT pode dar ao desenvolvimento da cadeia energética no Rio Grande do Sul?
As grandes contribuições são seus profissionais de diversas áreas. Temos pessoas do Senai Mecatrônica de Canoas, de Pelotas, professores da UCS, empresários ligados ao setor. É importante salientar que os empresários têm que ter um objetivo, um foco, um porquê de estar ali. Não apenas visando lucro, mas com um objetivo-fim. Com isso, fica muito mais fácil de conseguir o lucro e perpetuar a empresa. Eu acredito que o grupo de trabalho pode desenvolver mudanças de paradigmas e inovações. Se as empresas e os funcionários não tiverem essa mentalidade, o setor energético alternativo no Rio Grande do Sul jamais vai se desenvolver. Claro que precisa de incentivo. Claro que o governo precisa querer e criar leis para isso. Mas, primeiro, temos que demonstrar nosso interesse.

E quanto ao setor energético gaúcho? O que podemos esperar desse segmento para o futuro, na sua visão?
Podemos esperar muito. O Rio Grande do Sul, neste último ano, ficou em segundo lugar em ativação de energia elétrica fotovoltaica, atrás apenas de Minas Gerais. É o Estado com a quarta melhor colocação de desenvolvimento de energia fotovoltaica do país, pois tem temperatura ótima para geração de energia e uma irradiação muito grande. Esse setor envolve desenvolvimento de projetos, engenheiros, indústria metalúrgica para o desenvolvimento de suportes e estruturas, mão de obra para instalação, venda de painéis, venda de inversores – é uma oportunidade enorme. Na parte de energia eólica, o Rio Grande do Sul já tem um parque enorme e estão sendo desenvolvidos grande projetos para isso, o que parece ótimo, mas não vejo oportunidades para pequenas empresas. Porém, em energia elétrica e gás, dentro do que será feito no fórum, em junho, as possibilidades são muito grandes. Temos matéria prima em abundância e um cenário para oportunidades de longo prazo com certeza.

 

Por Andreas Müller | República - Agência de Conteúdo

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A RS ÓLEO & GÁS é uma Associação fundada com 42 empresas do setor industrial metal, mecânico e energético do Rio Grande do Sul. Criada no ano de 2006, foi motivada pelo Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (CPP&G RS) desenvolvido pelo SEBRAE-RS em parceria com a REFAP / Petrobras.

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